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Legados jesuíticos em São Borja: um patrimônio que sofre na terra dos presidentes

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Resumen

Legados jesuíticos em São Borja: um patrimônio que sofre na Terra dos Presidentes, é uma proposta que tem por objetivo chamar a atenção para um fato que ocorreu no município em destaque no ano de 2007. Escolhas históricas são meios que o homem encontra para lembrar e reverenciar o seu passado; contudo ao escolher muitas vezes este, acaba contemplando somente uma passagem ou um ícone específico. São Borja é uma das cinco cidades do Rio Grande do Sul, que ostenta a referencia de “cidade histórica”, reconhecimento alcançado no ano de 1994. Porém, desta data em diante, muitos esforços foram feitos para lembrar somente São Borja, como o berço do trabalhismo, ou “Terra dos Presidentes”, circunstância essa, que acaba velando as demais heranças históricas, como nos caso a história dos séculos XVII e XVIII. São Borja nesse período foi um dos “Sete Povos das Missões”, acabou participando do projeto da Companhia de Jesus, no espaço que hoje compreende as regiões noroeste e fronteira oeste do Rio Grande do Sul, no período o Tape. Por documentos da época, é possível perceber a florescência desta redução, bem como da importância que teve para o desenvolvimento do projeto. Porém com o passar dos tempos, muitas coisas foram se perdendo, inclusive as referencias patrimoniais. As poucas que ainda restam, são desprovidas dos cuidados que lhe conferem, tanto pelos poderes públicos, quanto pela própria sociedade, que não reconhece o seu próprio passado, devido à “carga psicológica”, que lhe é feita para o pertencimento do trabalhismo. Do município em destaque, surgiram figuras políticas de grande importância para a história do Brasil, pois se tratam de dois ex-presidentes; Getúlio Vargas e João Belchior Marques Goulart. Essa condição acaba levando ao empenho sobreposto, uma vez que, os recursos às suas lembranças atingem valores exorbitantes, muitas vezes até questionáveis, a fim de referi-los como um marco único a ser lembrado. Porém no nosso entendimento, essa situação, acaba contribuindo para o “desmanche” da própria história local. Situação que comprova-se pelo caso da nossa pesquisa: a destruição de duas imagens missioneiras, assim efetuadas por um pastor religioso. Não é objetivo, discutir a atitude do referido pastor, mas sim avaliar os porquês do referido exposto; entre estes: os órgãos públicos, a sociedade, e o esforço psicológico já mencionado, justamente para alertar o quanto pode ser inquietante e maléfico para qualquer localidade as escolhas. Por todos esses motivos, “Legados Jesuíticos em São Borja: um patrimônio que sofre na Terra dos Presidentes”, não é somente uma proposta, mas sim antes de qualquer coisa um “grito de angustia”.

Palabras clave
Historia
reducción jesuita
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